Teatro das Figuras

SE EU VIVESSE TU MORRIAS

Quarta-feira

16 de fevereiro de 2022

Um espectáculo de Miguel Castro Caldas, Lígia Soares, Filipe Pinto, Gonçalo

Alegria, Miguel Loureiro e Tiago Barbosa

 

O título deste espetáculo é tirado do pseudo-epitáfio de Robespierre: “Passante, não chores a minha morte, se eu vivesse tu morrias.” O passante e Robespierre não podem estar vivos ao mesmo tempo e no entanto é isso que os dramaturgos e os atores fazem grosso modo no

teatro: o dramaturgo morre, e o ator ressuscita-o sem ele próprio morrer.

Tomemos alguém que lê um texto em voz alta, em público, de papel na mão: estamos a deparar-nos com a simultaneidade da sua presença e da sua não-presença (tanto do texto como do leitor). Com este espetáculo queremos evidenciar a não-presença, a fantasmagoria, o outro

acontecimento que não é aquele que os atores costumam afirmar como o aqui e o agora. Pôr ainda mais o morto em cena. Não vamos convocar os mortos para a vida, vamos convocar-nos nós para lá. E para isso pedimos ajuda ao texto que nos leve nesta viagem de morte.

Página três; vamos começar.

 

FICHA TÉCNICA:

Direção e texto: Miguel Castro Caldas

Conceção: Miguel Castro Caldas, Lígia Soares e Filipe Pinto

Cenário e figurinos: Filipe Pinto

Criação e interpretação: Lígia Soares, Miguel Loureiro e Tiago Barbosa

Criação, som, vídeo e luz: Gonçalo Alegria

Pré-produção: Marta Raquel Fonseca

Produção executiva: Vânia Faria, Tânia Guerreiro

Criação e assistência aos ensaios: Catarina Salomé Marques

Direcção Técnica: Cristovão Cunha

Coprodução: Culturgest

Apoios: GDA, AND Lab, Espaço no Tempo, Produções Independentes.

Enseada Amena, Polo Cultural das Gaivotas - CML, Fórum Dança

 

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Duração: 90 minutos

Classificação etária: M16

Preços: a anunciar