Teatro das Figuras

OFICINA DE DRAMATURGIA

Quinta-feira | 18h00

14 de maio de 2020

ESGOTADO

Formador: Rui Catalão

Este curso tem por objetivo a construção de cenas e de sinopses para cinema ou teatro, assim como o desenvolvimento de personagens. Os trabalhos irão repartir-se entre a análise de cenas de filmes e de peças de teatro; serão igualmente analisados os exercícios feitos pelos participantes.

Os exercícios dos participantes serão feitos no intervalo entre as sessões semanais de trabalho. As sessões de trabalho, propriamente ditas, acontecerão em regime de videoconferência, e servirão para discutir e comentar as opções de cada um dos participantes durante os exercícios.

Horário: 18h00-20h00

8 sessões de 2 horas, uma vez por semana

Público alvo: maiores de 16

Limite de participantes: até 15 pessoas

Gratuito

Rui Catalão (n. 1971), jornalista, dramaturgo, ator e encenador. Apresentou nos últimos anos uma série de solos autobiográficos: “Dentro das Palavras”, “Av. dos Bons Amigos”, “Canções i Comentários”, “A Grande Dívida – ciclo de conferências” e “Trabalho Precário”. Neles faz o retrato da vida privada da sua geração. Usando este modelo, dirigiu ainda o jovem amador de origem moçambicana Luís Mucauro no solo “Medo a caminho”. Em 2016 apresentou “Judite” (no Teatro Nacional D. Maria II) e, já em 2017, “Assembleia” – peça em que o próprio publico é convocado para debater assuntos que interessam à comunidade. Paralelamente, tem desenvolvido projectos pedagógicos, como “Domados ou não” e, mais recentemente, a oficina de teatro “Agora, faz tu!”, com incidência em métodos de trabalho, construção dramatúrgica, autonomia criativa e tomadas de decisão em tempo real. Escreveu também “Ester” para o programa de teatro juvenil Panos, da Culturgest. O seu trabalho ronda a fronteira entre o espaço privado e o espaço público, os temas da memória, da fragilidade, da manipulação e da transparência. Nos últimos 16 anos, trabalhou em peças de João Fiadeiro (estreou-se com “O que eu sou não fui sozinho”, em 2000), Miguel Pereira, Ana Borralho-João Galante, Manuel Pelmus, Mihaela Dancs, Madalina Dan, Edi Gabia e, mais recentemente, as revelações Sofia Dinger, Urândia Aragão e Elmano Sancho. Também trabalhou com Tonan Quito na encenação de “Fé, Caridade, Esperança”, em que reescreveu parcialmente o texto de Odon von Horvath a partir de testemunhos dos amadores que participaram nos elencos do espectáculo. Para cinema, escreveu os guiões de “O capacete dourado” e “Morrer como um homem”, participou como actor em “A Cara que mereces”. Foi jornalista, crítico musical e de literatura no jornal Público e no Jornal de Sintra. Organizou e editou “Anne Teresa De Keersmaeker em Lisboa” e escreveu “Ingredientes do Mundo Perfeito”, sobre a obra teatral de Tiago Rodrigues.